O pormenor que está a fazer com que restaurantes e hotéis faturem mais sem terem de subir os preços

O DCC permite que clientes estrangeiros paguem com cartão na sua própria moeda. O restaurante ou hotel recebe sempre em euros e ainda fica com uma percentagem do markup, sem subir os preços ou cobrar comissões extra ao consumidor.

Todos os anos, os restaurantes e hotéis portugueses recebem milhares de clientes provenientes de fora da Zona Euro. Estes turistas pagam com cartão, mas fazem-no na sua moeda de origem, quer se trate de dólares americanos, libras esterlinas, francos suíços ou reais brasileiros.

Com o crescimento contínuo do turismo internacional em Portugal, este pormenor no momento do pagamento tem vindo a ganhar cada vez mais peso na conta final do mês.

Ora, é precisamente aqui que entra o DCC, a funcionalidade de conversão dinâmica de moeda que está a ajudar muitos negócios de restauração e hotelaria a aumentarem a sua faturação sem terem de alterar os preços habitualmente praticados.

Que pormenor no pagamento é este que está a gerar mais receita nos setores de restauração e hotelaria?

O pormenor chama-se «REDUNIQ DCC» (Conversão Dinâmica de Moeda). Trata-se de uma opção apresentada aos clientes estrangeiros no momento do pagamento que funciona da seguinte maneira: em vez de pagar automaticamente em euros, o titular do cartão pode escolher pagar diretamente na moeda de origem do seu cartão Visa ou Mastercard.

A diferença para os comerciantes reside no facto de essa escolha gerar um valor adicional, designado por «markup», que corresponde à margem aplicada à taxa de câmbio da transação.

Quando os clientes optam por pagar na sua moeda, parte desse markup é creditada na conta do restaurante ou hotel, transformando-se numa fonte de receita adicional que não depende de quaisquer alterações de preço.

Como funciona a conversão de moeda no momento do pagamento?

O processo decorre integralmente no terminal de pagamento automático (TPA) REDUNIQ ou na página de pagamento online, sem necessidade de intervenção manual por parte do estabelecimento.

Em termos práticos:

  • O terminal reconhece automaticamente se o cartão do cliente foi emitido numa das mais de 35 moedas elegíveis;
  • Se assim for, o ecrã apresenta o valor da compra na moeda de origem do cartão e em euros, juntamente com a taxa de câmbio aplicada;
  • O cliente segue as instruções no visor e decide, de um modo totalmente livre e informado, em que moeda prefere pagar;
  • Se optar pela conversão, confirma a sua escolha ao assinar o talão da compra.

Esta sequência funciona do mesmo modo num pagamento presencial (incluindo contactless) ou online, mudando apenas a forma como é apresentada ao cliente.

Quanto pode um restaurante ou hotel ganhar com esta funcionalidade?

O valor exato depende do volume de transações internacionais realizadas e da percentagem de clientes que optam pela conversão de moeda, pelo que não existe um número fixo válido para todos os negócios.

Ainda assim, o potencial é real: a Highgate Portugal, gestora de 14 hotéis e três campos de golfe sob marcas como Hilton, Marriott, Westin e Kimpton, confirma que esta funcionalidade gera rendimento adicional proporcional ao volume de hóspedes estrangeiros, sendo particularmente relevante em épocas de maior ocupação, como o verão.

Importa sublinhar que esta receita adicional é independente das condições comerciais já negociadas com o prestador de serviços de pagamento, ou seja, não substitui nem reduz quaisquer descontos ou tarifas aplicados ao negócio. O valor é creditado automaticamente na conta do estabelecimento, sem necessidade de gestão administrativa adicional.

Quem paga as comissões desta opção: o cliente ou o comerciante?

Esta é talvez a dúvida mais comum entre quem ouve falar do REDUNIQ DCC pela primeira vez, mas a resposta é bastante simples: o markup é suportado pelo titular do cartão e não pelo estabelecimento.

Esse valor substitui aquele que, de qualquer forma, seria cobrado ao cliente pela entidade emissora do cartão caso o consumidor optasse por pagar em euros e a conversão fosse posteriormente efetuada pelo seu banco.

A diferença é que, com o DCC, o cliente sabe exatamente quanto vai pagar antes de confirmar a transação e o restaurante ou hotel passa a receber uma parte desse valor.

Para o comerciante, a funcionalidade não tem custos adicionais nem mensalidade extra, encontrando-se incluída nas soluções de pagamento físicas e online já existentes.

Como ativar esta funcionalidade no terminal de pagamento

Ativar o DCC é simples e não exige qualquer instalação adicional:

  1. Confirme o seu terminal: se o seu negócio já utiliza um terminal REDUNIQ Smart ou Easy, a funcionalidade DCC está incluída automaticamente, sem custos adicionais;
  2. Simule ou adira: se ainda não é cliente, pode simular a solução mais adequada ao seu negócio e iniciar a adesão diretamente em reduniq.pt;
  3. Escolha o canal certo: em loja física, o DCC funciona através dos terminais Smart e Easy, incluindo pagamentos contactless. Já nas vendas online ou à distância, está disponível através do gateway de pagamento E-Commerce e da solução Pay by Link, ambos disponibilizados pela REDUNIQ;
  4. Não é necessário configurar nada por transação: o terminal identifica automaticamente os cartões elegíveis no momento do pagamento;
  5. Conte com o apoio da REDUNIQ: para além de a equipa de suporte técnico estar disponível 24 horas por dia, todos os dias, existem materiais de comunicação multilingue para informar os clientes estrangeiros sobre esta opção no seu estabelecimento.

Em resumo

O DCC não é um aumento de preços disfarçado ou uma comissão escondida, mas sim uma opção de pagamento transparente, escolhida livremente pelo cliente estrangeiro, que permite a restaurantes e hotéis transformar cada turista internacional numa fonte adicional de receita.

Num setor em que a margem é apertada e cada euro conta, este pequeno pormenor no momento do pagamento pode fazer uma grande diferença no final do mês, sem que, para tal, tenha de mexer uma única vez nos preços da carta ou nas tarifas praticadas.

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