Praia das Maçãs | Sintra

A sua beleza foi eternizada em 1918 pelo pintor José Malhoa e hoje a Praia das Maçãs continua a maravilhar aqueles que a visitam. Faz a alegria de muitas famílias nos dias quentes de verão, mas mesmo quando se apresenta vazia, no inverno, continua a conquistar-nos com um melancólico encanto.

Muitas vezes, durante a manhã o nevoeiro esconde as suas areias, a foz do rio e o seu conhecido mar bravo, porém quando a neblina levanta, uma luz extraordinária ilumina tudo e ajuda-nos a perceber o porquê dos romanos terem escolhido o alto dos penhascos desta praia como o local para o Templo “Soli et Lunae” — uma homenagem ao Sol, à Lua e ao Oceano. 

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A Praia das Maçãs é uma das praias mais bonitas de Sintra e à volta do extenso areal, fica uma pequena e charmosa vila que tem vários cafés e restaurantes. Nos dias de sol, as esplanadas enchem-se de pessoas que por lá se sentam a apreciar a vista e os deliciosos pratos de marisco e peixe fresco.

Junto à praia, há também uma piscina de água salgada, um parque infantil e espaço para piqueniques. Nos extremos da praia, quer do lado esquerdo, quer do lado direito, existem rochas onde se pode pescar com alguma estabilidade e o mar de ondulação forte faz sucesso entre os adeptos do surf e bodyboard.

O antigo elétrico vermelho e branco, que parte da Vila de Sintra, é um dos ex-libris da região e uma das formas mais agradáveis e encantadoras de chegar à praia. As maçãs que lhe dão o nome, há muito desapareceram. Diz-se, que vinham pelo Rio de Colares que ali desagua, e que em tempos passava por pomares onde a fruta madura, caía na água e ia dar à praia. As macieiras, infelizmente foram cortadas e agora, não sobra uma única maçã para justificar a história.

A foz do rio contudo, ainda lá está, a correr suavemente para o mar, e é muito bonito e prazeroso acompanhar os seus últimos metros “de vida”, porque é precisamente este encontro do rio com o Oceano Atlântico, que faz a ligação entre a Serra de Sintra e o litoral, que realmente distingue esta praia, lhe dá maior beleza e magia…

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Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.

Olha para trás, para toda a sua jornada, os cumes, as montanhas,

o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos

povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar

nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.

Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Só podemos ir em frente.

O rio precisa de se arriscar e entrar no oceano.

E só quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.

Porque só então o rio percebe que não se trata de desaparecer no oceano, mas sim de tornar-se no próprio oceano.

Osho

6 Comments

  1. Conheço tão bem esta praia, Querida Ana, a traz-me belas recordações de infância, quando ia de férias a Lisboa

    Beijinhos
    Feliz Dia

  2. Excelente partilha, Ana!
    Dia Feliz!

  3. Obrigada pela partilha e resto de boa semana, querida Ana!

  4. Que bom Luísa! Fico feliz que este post te tenha trazido boas recordações.
    Dia muito feliz!

  5. Obrigada Zé! Beijinho

  6. Obrigada querida!
    Beijinho grande

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