Dublin é uma cidade bonita, cheia de história, com bons lugares para comer e beber e muitos locais interessantes para visitar. Ao contrário de capitais como Londres ou Nova Iorque, a capital da República da Irlanda é uma “pequena-grande” cidade que facilmente podemos percorrer a pé. Um único dia pode ser pouco para a conhecer a fundo, mas é mais que suficiente para ficar apaixonado por ela.
Foto: Robert Linsdell
Quando se pensa em Dublin, invariavelmente, a primeira coisa que nos vem à cabeça é a cerveja Guinness e o dia de St. Patrick. Confesso que, pelo menos para mim, era assim. A cidade tem uma população jovem e calorosa e muitas das suas atracções de facto tem cariz alcoólico. O risco de acabar uma visita feliz, mas com uma tremenda ressaca é grande, mas não tem necessariamente de ser assim. Em 24 horas há muito mais para conhecer e explorar em Dublin.
Chegar a Dublin
O Dublin Express é a forma mais simples e barata de viajar entre o Aeroporto Internacional de Dublin e o centro da cidade. O bilhete de ida e volta custa 9 Euros e o bus faz 15 paragens incluindo em Temple Bar, Trinity College, O’Connell Street e Heuston Station. Parte do lado de fora dos terminais 1 e 2 e tem Wi-Fi gratuito. Pode consultar horários e comprar o bilhete on-line aqui .
O que visitar
Comece o seu passeio pela Grafton Street, a rua principal de Dublin. Pode ser uma das ruas mais caras para fazer compras, mas, com os seus homens-estátua, músicos e outros artistas de rua, é também uma das mais animadas. Beba um café ou um chocolate quente no Butlers e depois siga para O’Connell Street para ver uma parte essencial da história da Irlanda — o General Post Office (GPO) Museum. O museu é uma experiência imersiva e interativa que conta a história do Levante da Páscoa de 1916, que conduziu à declaração de independência e à história moderna da Irlanda. Não perca o filme central especialmente criado para colocar o visitante bem no meio da ação do Levante.
Terminada a visita ao museu, siga a pé para o Trinity College. Esta universidade fundada em 1592 é um lugar especial e em si bastante impressionante, mas as principais atrações estão no seu interior, nomeadamente na sua belíssima biblioteca de tectos altos abobadados, em madeira, que parece saída de um filme do Harry Potter.
A biblioteca guarda 250.000 dos livros mais antigos do mundo, incluindo o Livro de Kells — um precioso manuscrito do século IX. A biblioteca abriga também um dos tesouros mais relevantes da Irlanda: uma harpa do século XV que é hoje o emblema do País.
Foto: PxHere
A uma curta caminhada do Trinity College, fica a Merrion Square — uma linda e elegante praça com jardim, construída no final do século XVIII, cercada por casas de estilo georgiano, com portas de cores vibrantes. Reza a lenda que as mulheres começaram a pintar as portas de cores diferentes porque os maridos voltavam bêbados e enganavam-se na casa. Com portas de cores diferentes deixaram de ter desculpa para acabar a noite na cama errada.
Muitas das casas têm placas com informações de pessoas famosas que lá moraram, como Oscar Wilde, W.B.Yeats e Daniel O’Connell.
Foto: PxHere
A beleza de uma cidade do tamanho de Dublin é que realmente podemos caminhar entre atrações sem perder muito tempo, por isso da Merrion Square siga logo para a Guinness Storehouse que fica a cerca de 35 minutos a pé de distância, porque ir a Dublin e não visitar a Guinness é, como diz o ditado, ir a Roma e não ver o Papa.
A famosa cervejeira oferece uma visita guiada que permite descobrir a história da marca irlandesa favorita em todo o mundo, ver como é fabricada a icónica stout preta e ainda provar algumas das suas variantes. Aproveite para almoçar no 1837 Bar e Brasserie ou no Arthur’s Bar onde poderá experimentar alguns pratos inspirados na cerveja Guinness e, em seguida, visitar o Gravity Bar e desfrutar de um pint de Guinness (incluido no preço da visita) enquanto aprecia as vistas de 360º graus sobre Dublin.
O Guinness Storehouse oferece muitas experiências diferentes. Podem verificar todas as opções e os preços dos bilhetes (que podem ser comprados on-line) aqui.
Foto: Steven Lek
Depois do almoço na Guinness Storehouse dirija-se até à Catedral de St. Patrick’s, a maior igreja da Irlanda, dedicada ao seu santo padroeiro. Foi construída em 1191 e tem belíssimos vitrais.
Se para além de cerveja aprecia um bom whisky, não deixe igualmente de fazer uma visita guiada à Destilaria Jameson. Durante a visita são explicados os processos de destilação, a moagem e a maturação da bebida. No fim é feita uma degustação de whisky que ensina os menos versados nestas áreas a diferenciar a qualidade da bebida irlandesa frente à escocesa e americana.
Se ainda estiver em condições depois de toda a Guinness e whiskey que provou, siga para Dublinia. Neste museu/exposição vai descobrir como era Dublin no tempo dos Vikings e na era medieval. É uma atracção divertida pois pode-se pegar em objectos como espadas e armaduras, tocar nos personagens e vestir as suas roupas.
Continue no tema histórico e visite o Castelo De Dublin, um castelo bem preservado, que remonta ao início do século XIII.
Foto: wikimedia commons – J.-H. Janßen
Desça do Castelo até ao Rio Liffey, o rio que atravessa Dublin. É muito agradável caminhar ao lado do rio, tirar fotografias ou fazer um passeio de barco. Os cruzeiros no rio duram cerca de 45 minutos e tem um guia que explica a história de Dublin desde a chegada dos Vikings até aos tempos modernos.
Termine o dia em Temple Bar, na margem sul do rio Liffey. Temple Bar, ao contrário do que possa pensar não é um único bar, mas sim um animado bairro com diversos restaurantes, pubs e bares irlandeses com música ao vivo. Aqui há sempre muitos turistas e a diversão é garantida.
Jante no Rustic Stone (17 South Great George’s Street) que combina gastronomia moderna com o rústico irlandês e tem boa comida preparada com produtos locais e sazonais, e depois acabe a noite no McDaids (3 Harry St), um famoso pub que já foi uma morgue, uma capela e é também o pub mencionado na abertura do conto de James Joyce “Grace”. Este era o lugar favorito do famoso autor e de outros grandes escritores e dramaturgos irlandeses. No McDaids pode ouvir jazz e blues e encontrar uma atmosfera relaxada, autêntica e cheia de história.
Foto: Ulrika
Brinde (mais uma vez) a um dia cheio e despeça-se de Dublin… só não faça muitos planos para o dia seguinte, porque acordar pode ser díficil!
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Fazes uma viagem parecer tão fácil!

Beijinho
Excelente partilha, Ana!




Uma cidade que, há muito, quero conhecer!
Dia Feliz!
24 horas marsvilhosas
Beijinhos, Ana

Feliz Dia
Também me parece que 24 horas seja pouco para poder desfrutar da cidade! Acho que o melhor é perder o avião e ficar pelo menos mais 24 horas

Um brinde com um chocolate quente a esta tua partilha, querida Ana !
Muito obrigada querida Ana.
Beijinhos e boa semana!
Vale mesmo a pena conhecer Dublin, espero que tenhas oportunidade de o fazer em breve Zé. Beijinhos